Cidadão de Bem - (Fulllength 2016)

by Ação Libertária

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Fulllength lançado em 2016.

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released September 20, 2016

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Ação Libertária Natal, Brazil

O Ação Libertária surgiu no final do ano de 2009 na cidade de Natal/RN. Nosso som mescla o hardcore, punk e thrash metal.

Ítalo - Bateria
Edson - Guitarra
Flávio - Baixo
Márcio Pigmeu - Vocal

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Track Name: Hater Virtual Liberalóide
Senta um pouquinho aqui! Senta um pouquinho aqui!
Senta um pouquinho aqui e vamos conversar!

A internet é infestada de opinador raso,
Mas bem pior que isso: “debatedor profissional”.
É o neoconservador com discurso cristalizado,
Que quando indagado se desespera até o final.
Não sabe argumentar e nem se defender.
Descontextualizado no debate pra valer.
Só pensa em vencer e acha que é disputa.
Sai fora, reacinha, tu é 'mó' filho da puta.

Senta um pouquinho aqui! Senta um pouquinho aqui!
Senta um pouquinho aqui e vamos conversar!

Só sabe colar link e usar expressão em latim
Que ele viu no manual baixado no 'Bloguin'.
Vomita vários números que nunca dizem nada,
É tudo alegoria pro showzinho neocon.

Senta um pouquinho aqui! Senta um pouquinho aqui!
Senta um pouquinho aqui e vamos conversar!
Track Name: Felicidade em Pó
Mais um desastre atinge o Brasil
Fazendo vítimas fatais.
É tempo de festa e não há mais pressa.
Delire em nossos carnavais.

Por todos os lados cada um por si
Entoam o canto da morte.
Este é o preço que deram ao acordo vil,
Depois acordam com o choque.

Faz mais um golzinho aí, Sr. Calmante Social.
O usuário quer sorrir e manter sempre o alto-astral.
A massa não quer se ver como um povo proletário.
Se enxergam como ricos, ricos em potencial.

O ópio social maquia as dores e ilusões.
Mas quando vem a lucidez tudo volta outra vez.
Ser pobre nunca foi vergonha, mas também não é orgulho.
O epitáfio do Brasil diz: aqui jaz um imbecil.

Mais um desastre atinge o Brasil
Fazendo vítimas fatais.
É tempo de festa e não há mais pressa.
Delire em nossos carnavais.

Por todos os lados cada um por si
Entoam o canto da morte.
Este é o preço que deram ao acordo vil,
Depois acordam com o choque.
Track Name: Cidadão de Bem
O cidadão de bem é o cidadão de bens.
Um reacionário que acha que tem
A receita da vida pra dar e vender,
Apontando o dedo pra onde não se ver.

Não gosta de ler, se informa com a TV.
Gado conformado acredita ser dotado
De argumentos que justifica
Sua ignorância e regime militar.

Olha o cidadão de bem aquém.
Refém de uma condição banal,
Sem sal, mas letal.
Tenta persuadir a ser igual ao tal.
Mas não cola, não!

Cidadão de bem só fala de paz,
Do amor de Cristo e do que ele faz.
Na hora de ser o que pregou
Esqueceu de tudo, cegou e errou.

Se baseia numa moral religiosa que só te satisfaz.
Anula o outro, o tacha de torto, não reconhece como igual.

É o legalista mas não segue à risca.
“Jeitinho brasileiro” é o lema caseiro.
O oportunista que cumpre a lei
Quando é obrigado e quando convêm.

Quer uma mulher para escravizar,
Torná-la empregada e até espancar.
Nunca compreendeu o que é uma companheira.
Só vê uma mãe, diarista, lavadeira.

Se acha o paizão super exemplar,
Mas bate no filho que o questiona.
Sua razão é patriarcal,
paga-pau de milico assassino fascista.

Olha o cidadão de bem aquém.
Refém de uma condição banal,
Sem sal, mas letal.
Tenta persuadir a ser igual ao tal.
Mas não cola, não!
Track Name: Papagaios
Ouvir você é o mesmo que ver TV. (Cuzão!)
Reprodução do mantra da televisão. (Otário!)
Que 'Zé Mané', discursa igual ao Pelé. (Imbecil!)
Vive a repetir o que a TV te disse. (Fantoche!)

Você tem diploma, títulos, especializações.
Mesmo assim é um papagaio das desinformações.
Segue a risca a cartilha do jornal nacional.
Assina a VEJA, exalta a direita e vota no próprio mal.

Sim! São papagaios!
Sim! Bando de otários!
Sim! Não querem pensar!
Sim! Só vão compactuar!

Passa o dia condenando movimentos sociais.
Bate palmas pro governo e seus atos imorais.
Não consegue perceber quem são seus inimigos.
São tangidos como gado com seu vão proselitismo.

Sim! São papagaios!
Sim! Bando de otários!
Sim! Não querem pensar!
Sim! Só vão compactuar!
Track Name: Jogando para Perder
Contestar seguindo as regras do estado
É o mesmo que jogar um jogo pra perder.
Sua revolta em modo legalizado
Não incomoda os dominantes e o poder.

Sempre vão limitar, agredir, encarcerar.
Não há espaço pra ser, existir, questionar.
Dinheiro, ambição, controle, mais poder.

O estado falha, o povo agoniza.
A revolta surge com a plebe unida.
Eles enviam força e repressão,
Silenciando o povo e a razão.

A economia massacra e nos humilha.
O judiciário é uma quadrilha.
O executivo fede a carniça.
Legisladores são os lobistas.

A lei martela pra aquele que tem o poder.
Bancos constroem impérios fudendo eu e você.
Orquestram crises e guerras mundiais.
Somos ovelhas na boca dos chacais.
Prisão sem muros.

Não venha me falar de revolução
Se você busca o voto na eleição,
Legitimando o modelo opressor.
Jogando pra perder. Não vou consentir.
Track Name: Robô de Carne
Servir a elite sim.
Mentir pra se prevenir.
Forjar um flagrante eu vou
Em um ato hediondo.

Matar pela cor eu sei.
Milícia, esta é minha lei.
Propina me faz alegrar.
Minha farda põe medo
Manchada de sangue!

Segue o comando às cegas cumprindo ordens esdrúxulas.
Não questiona o porquê que sempre tem que bater.
Com bandido você arrega, mas contra o povo você se esmera.
Desconta a frustração na pele de um negão.

A corregedoria apurou mais uma denúncia.
O corporativismo já fez o seu ofício.
Desmilitarização é quase uma blasfêmia
Na sua concepção reacionária e de demência.

Carrasco em manifestação.
Sempre contra a população.
Conservador ignorante.
Cão de guarda maldito.

Você nunca foi herói.
Respeito assim não se constrói.
Sua missão é proteger
O capital e os ricos.
É um robô de carne!
Track Name: Modus Operandi
O despolitizado é um alvo fácil para os leões
Com seus partidos sujos, siglas e coligações.
Cooptação de massas pra criar um batalhão
De jovens bitolados que doam sangue por uma ilusão.

Tudo nos leva a regredir.
É um mundo de contradição.
De todas as forças só resta a união!

Onde se encontra a situação e a oposição?
Estão no mesmo barco buscando a mesma condição.
Trocam favores entre si e fingem não ser assim.
Interesses escusos e reformismos que decretam um fim.

Esquerda mascarada e institucionalizada.
Direita liberal, burguesa, cruel e mortal.
A ascensão ao poder condiciona o partido a esquecer
Sua história, pautas, glórias. Com isso o povo vai sofrer.

Zumbis vão às urnas validar o caos.
Carrascos sorriem, se divertem com seu mal.
Cagam e andam pra existência de quem não é um deles.
Domados por um transe insano. Por que os tratam como deuses?

Tudo nos leva a regredir.
É um mundo de contradição.
De todas as forças só resta a união!
Track Name: Matadouro
No frio daquele corredor o corpo era medo e dor.
Não tinha mais expectativas de sobreviver àquela chacina.
As horas não queriam passar. Até quando vou ter que esperar?
Ouvia-se urros de agonia, parecia o inferno a cena que eu vivia.

A cada minuto mais um paciente chegava ferido ou muito doente.
Alguns morriam antes de passar pela triagem dos que podem salvar.
Saúde pública é carnificina, isso me alucina, é preciso mudar.
Os porcos malditos sugam até a alma, se fartam de impostos e o povo a penar.

Imoral! Anormal! Abissal! Maldito matadouro!
Sem igual! Factual! Governamental! O alvo é o povo!

A mãe que perdeu o filho por não ter auxílio, remédio e atenção.
O homem foi cirurgiado, porém deu errado, foi negligenciado.
O político se trata como um rei no Sírio-Libanês e você não tem vez.
Meu ódio é alimentado pelo corpo enterrado que não é burguês.

Meu plano de saúde é não ficar doente,
Pois ser dependente é roleta-russa.
Parece um hospital mas é um matadouro
Gerido por loucos, isto é real.

Chacinas cometidas pelo estado
Por falta de verba, desvio, corrupção.
Matança legalizada e oficializada
No matadouro humano estatal.

Imoral! Anormal! Abissal! Maldito matadouro!
Sem igual! Factual! Governamental! O alvo é o povo!
Track Name: Respeito ou Repúdio
Ninguém é obrigado a ter que aceitar
A verdade do outro pra poder se enquadrar.
Só basta o respeito pra manter a convivência,
Pois o que você pensa não muda a outra essência.

Mas totalitarismo não é opinião,
É a face autoritária, é a imposição.
Não merece respeito porque nega os direitos,
A liberdade e a voz de tantos outros conceitos.

Misóginos, misândricas: um bando de estúpidos e hipócritas.
Xenófobos, racistas: escória, lixo humano e fascistas.

Respeite a diversidade sexual
Do rico, pobre, alto, baixo, gordo ou não.
A sua etnia, crença, cor e cultura
É só mais uma entre tantas outras misturas.

O mundo é diversos, cada um, cada qual.
Tem índio, negro, branco, pardo e oriental.
Por que você só fala na tal supremacia,
Raça superior e até mesmo eugenia?

Nazistas, carecas: psicopatas dignos de nojo.
Reaça, conservador: retrógrados tão burros e anacrônicos.
Seu tolo acéfalo, defeca pela boca o dia inteiro.
Seu ódio sem nexo nunca terá espaço pro assédio.
Track Name: Onde Você se Perdeu?
O sistema te silencia mais a cada dia.
Você já se conformou, virou um problema.
Cadê aquela sua revolta de outrora?
Se transformou em puro conformismo e memórias?

Retomar o seu valor, destruir o opressor,
Não fraquejar, nem se render.
Sempre atento, não vá perder.

O dilema de ter que trabalhar e pagar contas
Não é motivo para você virar as costas.
Seu brio se esfacelou com toda essa rotina.
Desistir e aceitar nunca foi a sua linha.

Retomar o seu valor, destruir o opressor,
Não fraquejar, nem se render.
Sempre atento, não vá perder.
Track Name: Caga-regra
Caga-regra ditando o compasso,
Limitando espaço, impondo o proceder.
Você não sabe o que é bom senso.
A ti não pertenço, então vai se fuder.

Você calado ainda tá errado,
Já fez tanta merda que nem lembra mais.
Mesmo assim se acha o correto,
O sujeito esperto, um exemplo pros demais.

Quem vai te fazer entender que o errado é você?
Um pseudointelectual caga-regra de moral.

Você pode se esgoelar pro mundo,
Chorar até sangue e espernear no chão.
Sua verdade não é minha verdade.
A minha realidade tem outra conclusão.

Não me diga o que penso e faço.
Você é um pé no saco cheio de frustração.
Paranoico em tempo integral,
Olhar policialesco, tremendo vacilão.

Nunca sua ditadurazinha
Vai ser uma pedra na minha opinião.
Sou vacinado contra alienado,
Bitolado, burro e reaça cuzão.

Sua existência é uma grande ofensa
Para a natureza e pra essa dimensão.
Pouco importa papo de minoria
Se sua prática é de opressão.

Fala muito, nunca produz nada,
Vive de intriga, inveja e discussão.
Espero que um dia a ficha caia,
Você amadureça e tenha a mente sã.

Quem vai te fazer entender que o errado é você?
Um pseudointelectual caga-regra de moral.
Track Name: Dancem, Macacos!
Não tem condição.
É melhor morrer.
Isso é um absurdo.
Vai todo mundo se fuder!

Dancem, macacos, dancem!
Dancem com todo fervor!
Dancem, macacos, dancem!
Você nunca se encontrou!

Você só nasceu,
Mas nunca viveu.
Trampa, compra e dorme.
Onde você se perdeu?

Entretenimentos
Pra anestesiar
Uma vida vazia.
Uma hora transborda.

Dancem, macacos, dancem!
Dancem com todo fervor!
Dancem, macacos, dancem!
Você nunca se encontrou!